A hepatite é uma doença grave e silenciosa que atinge considerável parte da população no Brasil. Em 28 de julho se celebra o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, a fim de tornar a patologia conhecida e divulgar a importância da prevenção, do acompanhamento médico e dos exames de rotina.

A doença ocasiona a inflamação do fígado e tem como desencadeador o uso de remédios, álcool, drogas, doenças autoimunes, metabólicas e genéticas, ou então um vírus (hepatites virais). Tendo em vista o risco de contágio e evolução da patologia, as hepatites virais são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Com os registros é possível mapear os casos de hepatites no país, contribuindo com o desenvolvimento de diretrizes de políticas públicas no setor.

Tipos

Existem cinco tipos de hepatites virais. No Brasil as ocorrências mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C.

Hepatite A (vírus VHA)

Transmissão fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Tem maior disseminação em áreas onde são precárias as condições sanitárias e de higiene da população. Geralmente, não apresenta sintomas, mas quando surgem, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção. Desde 2014 foi introduzida no calendário infantil a vacina para crianças de um a dois anos de idade.

Hepatite B (vírus HBV)

Como o VHB está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. Pode acontecer o contágio de mão para o bebê durante a gestação, na hora do parto ou na amamentação. Existe vacina disponível, que deverá ser tomada em três doses.

Hepatite C (vírus HCV)

A principal forma de contágio é pelo sangue: transfusão, compartilhamento de material para uso de drogas, higiene pessoal (lâminas de barbear e depilação, escovas de dente, alicates de unha), colocação de piercings e ao fazer tatuagens. É raro a manifestação de sintomas e não existe vacina para esse vírus. Cerca de 20% dos infectados cronicamente pelo HCV podem evoluir para cirrose hepática e cerca de 1% a 5% para câncer de fígado.

Hepatite D (vírus VHD)

Esse vírus afeta pessoas que já estejam infectadas pelo tipo B e tem também as mesmas formas de contágio.

Hepatite E (vírus VHE)

A forma mais frequente de transmissão é por ingestão de água contaminada, sendo pequena a probabilidade de transmissão por contato pessoa-pessoa. Causa uma infecção benigna que não evolui para a forma crônica. Os casos mais graves são observados entre as gestantes: 20% das que contraem o HEV evoluem para a forma fulminante, fatal em 80% dos casos.

 

Sintomas

Em alguns casos pode não haver a manifestação de sintomas. Quando ocorre, é comum o indivíduo sentir cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Muitos podem ser portadores do vírus e desconhecer a situação. Desta forma, há chances de a doença evoluir e tornar-se crônica, podendo causar danos mais graves como cirrose e câncer.

Fonte: Ministério da Saúde e Instituto Fiocruz